IAM Barcelona 2017
The renaissance of utopias
Utopias… sonhos de mundos e vidas melhores … diz-se que as Utopias morreram e que essa é a grande causa das nossas “desgraças”.
O mundo não se compreende e refugia-se em mundos passados, em vidas melhores, ou tidas como melhores, quando nunca vivemos melhor como hoje.
Mas antes de começar…
Nostalgia is poison
A nostalgia é venenosa e apenas contribui para matar ainda mais as utopias, e esquecemo-nos que foi no embalo de muitas que nos desenvolvemos como civilizações e como pessoas.
Utopias… é urgente recuperá-las como o farol essencial para a construção de um novo futuro.
É ler o manifesto e o discurso de abertura do Andres… está lá tudo.
We should acknowledge our status as utopian animals and remember that it is our collective imagination that defines reality and creates the cities, political systems and even the algorithms that shape our decisions. We should not lose our capacity to dream in a collective way and imagine ourselves living in better futures. by Andres Colmenares @ Perspective the real potential of our Digital Dreaming
E assim começou a IAM 2017: no renascimento das utopias, na homenagem a Zygmunt Bauman e aos seus mundos líquidos, na constatação de que afinal não somos homosapiens, somos acima de tudo homosdisatisfactiens, e de que a internet não é boa nem má, é apenas o nosso espelho.
Nostalgia is comfortable but nostalgia is poison, nostalgia has become a strategy for mass consumption – #EliseByOlsen #IAMW17
— monika bielskyte (@monikabielskyte) April 28, 2017
RE utopias : “We are not homosapiens, but homodisatisfactiens.“ @juliuswiedemann #IAMW17
— Pierre Lavaux (@prlvx) April 28, 2017
The internet is not good or bad it just reflects us. @colmenares kicks of @iam_internet #IAMW17 pic.twitter.com/iSo5CoIfX1
— Bertram Gugel (@digitalerfilm) April 28, 2017
In the same boat
Dou um salto mortal ao segundo dia que começou com a projecção do documentário In the Same Boat. Um daqueles momentos que nos aperta o pescoço e pede ação, pede construção, pede visão global acima da espuma dos dias.
Eu pai me confesso… é nestes momentos que as maiores dúvidas sobre o futuro nos tomam de assalto… não o meu, mas o delas.
Lá atrás, no final do primeiro dia, ficaram apresentações marcantes da Casa Nostra Casa Vostra, uma ONG de apoio a refugiados, dos Portals de Omid Habibi, um afegão que durante 17 anos não teve pátria, da necessidade de rever-termos os nossos rótulos e da excelente campanha da Momondo contra os preconceitos… Somos todos o mesmo e nada melhor que uma amostra de ADN para derrubar racismos, nacionalismos e outros parvo-ismos.
Believe it or not, I had no nationality for 17 years in my life.. @Omid__Habibi starts his inspiring talk at #IAMW17 💛💫 pic.twitter.com/dEwbfjLse8
— monika bielskyte (@monikabielskyte) April 28, 2017
Did you decide your label or does someone else decide it for you? @ElizaTalks #IAMW17 pic.twitter.com/CwKUMTR1ar
— Bertram Gugel (@digitalerfilm) April 28, 2017
Damn you @momondo, I dropped a tear with that DNA campaign. #IAMW17 t.co/q5WWxumf1V
— Pierre Lavaux (@prlvx) April 28, 2017
.@muslimgirl on social media #IAMW17 pic.twitter.com/7UJ7mYmP4G
— Thibaut Thomas 🇪🇺 (@thibautthomas) April 28, 2017
Technological development improves our lives & at the same time technological development destroys our jobs – #IAMW17 day2 opens
— monika bielskyte (@monikabielskyte) April 29, 2017
Mas descansem, nem só de consciência social se falou na IAM, houve tecnologia e futurismos.
Artificial Inteligence, conversational interfaces, juntar os dois e dar algo mais. Estamos a caminhar para uma web da conversa, onde de forma mais natural podemos obter informação. Uma conversa é mais humano, é mais simpático.
No terceiro dia estive retido num excelente workshop realizado pela Space10 e pelos Relax, We are the good guys e desembrulhámos várias ferramentas de democratização da web… foram só ideias que eles prometeram publicar no blog brevemente.
O painel da Space10 focou-se muito na questão da AI, das questões éticas, de como estamos a propagar preconceitos em assistentes virtuais e de como tudo isto precisa de ser repensado. No site doyouspeakhuman.com podem participar no estudo que estão a fazer com apoio do Ikea. É muito interessante de ver com que linhas queremos coser os nossos assistentes virtuais.
#IAMW17 @space10_journal: Messaging systems are going to be the new operating systems (IOS & Android dominated)
— Charlotte Webb (@otheragent) April 28, 2017
Não podia faltar a Virtual Reality… ou apenas mais uma forma de olharmos para a nossa realidade. Negou-se bastante a ideia de criarmos uma realidade alternativa, afinal, a real realidade já tem muito de alternativo e virtual e pensando bem, em quantos mundos vivemos no mesmo dia?
"How could we us VR to ultimately bring us back into reality / expand emotional potential" @monikabielskyte #IAMW17
— Thibaut Thomas 🇪🇺 (@thibautthomas) April 29, 2017
“I am sick and tired of VR being described as an isolating technology, and used to play scary clostrophobic tricks” @monikabielskyte #IAMW17
— Pierre Lavaux (@prlvx) April 29, 2017
“Let’s not ruin everything that computation could be, by bringing in our old thinking.” captivating @monikabielskyte #IAMW17
— Annelise Keestra (@AUT0MNE) April 29, 2017
Ah, e lembram-se da minha fantástica ideia de bioconteúdo? Falta tão pouco. A Form& veio mostrar como em muitas marcas está a usar big data para influenciar a construção e a apresentação das marcas. O projecto Helia é demasiado bom e uma enorme dor de cotovelo, das boas claro.
Closing act
E assim passaram dois dias intensos… falta dizer que isto tudo fechou com a apresentação fora do normal de Bruce Sterling e de Jasmina Tesanovic, do projecto da @CasaJasmina e de como se pode arrumar um palco enquanto se faz uma apresentação, entre outras coisas importantes sem perder o fio à meada.
"Everything is possible" Jasmina Tesanovic & Bruce Sterling now talking about Torino fab labs, makers and open source #IAMW17 pic.twitter.com/J2xKNOU4zm
— Bàrbara Montaner (@barbaramontaner) April 29, 2017
IoT Design Manifesto 1.0 | Guidelines for responsible design in a connected world via @bruces #IAMW17 t.co/u51OK79Is6
— Thibaut Thomas 🇪🇺 (@thibautthomas) April 29, 2017
'Silicon Valley corporations are just the next railroad companies. They are boring’ Bruce Sterling @bruces #IAMW17
— The FutureLaboratory (@TheFutureLab) April 29, 2017
"When things are too smart they don't work that well", says @jasminatwitter #IAMW17 🙂 pic.twitter.com/JLxjH5HedP
— PERDIZ Magazine (@perdizmagazine) April 29, 2017
E agora isto…
science+philosophy+design+tech+political+sociology+… apply convergence #IAMW17
— Jorge Oliveira (@JorgeOliveira) April 29, 2017
The best answer to "What's next?" seems to be: Optimism! #nextopia #IAMW17 pic.twitter.com/OCXlxyrCoc
— Runroom (@runroom) April 29, 2017
‘We don’t give enough cultural respect to video games, pornography and music videos’ Caia Hagel @SOFAzine #IAMW17
— The FutureLaboratory (@TheFutureLab) April 29, 2017
“Thank god the system is broken – it gives you, the young generation, an opportunity to act.” Grand conclusion by Jasmina Tešanović #IAMW17
— Annelise Keestra (@AUT0MNE) April 29, 2017
Also published on Medium.