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Written by Jorge Oliveira / 21.11.2018

O Jorge deu em Frade Capucho?

Eu e esta mania de volta e meia dar em falar na terceira pessoa. Deve ser um efeito secundário de passar noites a ver telenovelas em redor do tema da bola que é cada vez menos redonda. Só que não!

Mas sim, tenho andado mais calado ou menos teclador, aqui, nas redes, noutros sitios. Se dei em Frade Capucho? Penso que não, mas de alguma forma tenho sentido estranheza em participar em coisas onde anda tudo de megafone na mão. Recordo com alguma saudade os tipos que andavam nas feiras, de terra em terra, microfone enrolado no lenço, voz rouca de tanta amarelinha, familia esfalfada em leva e traz de cobertores, jogos de cama (os anos que levei a perceber o que era um jogo de cama), atoalhados, rádios a pilhas e até baterias para o trator… mas eram actividades lúdicas, que iam e vinham, não eram o dia todo.

Ando a ouvir o novo livro do Seth Godin, This is Marketing, e isso só aprofundou esta reflexão. Numa das passagens reforça ele que o marketing é mudança, é transformação, e de alguma forma, é cultura. Que nos esquecemos que o marketing, e a comunicação, se faz a pensar no consumidor e não no que temos para vender.

E no final voltamos sempre ao mesmo… temos alguma coisa para dizer ou mais vale estar calado? Temos profundidade a acrescentar ou temos a atenção de um peixe de aquário?

Ultimamente, e perante tanto ruido, tenho preferido estar calado. Mas só em publico. Aqui dentro anda um turbilhão.

No meio deste turbilhão apoiei mais um projecto jornalistico baseado em profundidade e menos no imediato, o Tortoise Media, e comprei a nova revista da Maria Vaidosa, que assume uma passagem a papel, mais uma vez em nome da profundidade. Já para não esquecer a grande Delayded Gratification.

Onde é que pretendo chegar com esta posta? (não trocar os p’s pelos b’s sff) Não sei! Ainda não concluí grande coisa. Ou já, mas ainda não estou preparado para partilhar, apenas senti hoje esta urgência de despejar algumas palavras sobre o assunto e de alguma forma esclarecer que ainda não foi desta que dei em Frade Capucho (apesar de já gostar de cantar e de beber bom vinho).

Se isto vos der para escrever alguma coisa de volta, façam favor, estou sempre aberto a uma boa conversa. 😉

 

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